O Capital de Giro tem papel fundamental na gestão financeira de uma empresa. É necessário para suprir as necessidades de compra de produtos, realização da prestação de serviços e a venda ao cliente.
O desiquilíbrio de caixa torna a empresa dependente de Instituições financeiras para realização de empréstimos. Num primeiro momento, o empréstimo supre a necessidade financeira, mas também aumenta as despesas e diminui o lucro.
Conheça as estratégias para definir o Capital de Giro de sua empresa:
Calcular a necessidade de Capital de Giro Líquido
Em primeiro lugar, o Capital de Giro Líquido é calculado pela diferença entre Ativo Circulante e Passivo Circulante. O resultado demonstra quanto a empresa tem de recursos para receber frente ao que tem a pagar, num curto prazo. Um resultado positivo é o recomendado.
Calcular qual é o Capital de Giro Próprio
Esta medida é alcançada pela diferença entre o patrimônio líquido e o ativo permanente.
O resultado demonstra quanto de capital próprio da empresa está financiando o ativo circulante e o realizável em longo prazo.
Uma referência para o resultado é que seja zero ou, no máximo, 5% das receitas da empresa.
Através do ciclo operacional da empresa, desde a compra de produtos até a cobrança realizada pela venda, identifique os prazos médios de cada fase:
- PME: prazo médio de estoque matéria-prima
- PMF: prazo médio de fabricação
- PMA: prazo médio de armazenamento dos produtos acabados
- PMV: prazo médio da venda
- PMC: prazo médio de cobrança
- PMPF: prazo médio pagamento fornecedor
Avaliar o desempenho operacional e financeiro da empresa com os resultados citados acima. Nesta avaliação, verifique sempre:
- Qual é a diferença entre o prazo de compra do produto e o prazo de recebimento. A diferença em dias representa um investimento em giro pela empresa.
- Quais prazos podem aumentar a eficiência, por exemplo:
- Diminuir o prazo de fabricação com um planejamento e processos melhores
- Diminuir o tempo que o produto fica no armazenamento, através de parcerias e gestão de venda focada na necessidade do mercado;
- Aumentar o prazo de pagamento a fornecedores, negociar melhores prazos para aumentar a disponibilidade no caixa da empresa, desde que novos custos não sejam inseridos.
- No prazo médio de venda, avaliar se o pagamento parcelado contempla o custo financeiro.
Neste item é fundamental uma gestão de custos para saber o preço de venda que gere a lucratividade esperada.
Muitas empresas alongam o parcelamento, porém sufocam o financeiro sem investimento em giro. Essa situação, num cenário de curto em médio prazo, compromete o Capital de Giro da empresa.
Concluindo
A Gestão do Capital de Giro só traz benefícios. Uma vez executada, você verá que equilibrará as necessidades financeiras de curto prazo da empresa, diminui a dependência financeira de terceiros e aumenta a lucratividade e a geração de caixa.
Maicon Putti é professor, administrador de empresa e consultor empresarial certificado pela ABPMP e BVQI